”E é sempre a chuva
nos desertos sem guarda-chuva,
e a cicatriz, percebe-se, no muro nu.

E são dissolvidos fragmentos de estuque
e o pó das demolições de tudo
que atravanca o disforme país futuro.
Débil, nas ramas, o socorro do imbu.
Pinga, no desarvorado campo nu.

Onde vivemos é água. O sono, úmido,
em urnas desoladas. Já se entornam,
fungidas, na corrente, as coisas caras
que eram pura delícia, hoje carvão.

O mais é barro, sem esperança de escultura.’’

                                                               

 

                                                                        Carlos Drummond de Andrade

 

:: Postado por Anne às 02h08
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Noite de Caldos e vinhos

Foi bem despretensiosa a noite de Caldos e Vinhos, que rolou na última sexta (22/09), bem na sala da casa de Fábio Cairo, diretor e ator de “Horas de Mim Sem Som”. Na verdade, a ambientalização, com luzes negras criando efeitos em flores penduradas, tipo pêndulos, mesas espalhadas e um disputado sofá (onde as conversinhas, no início da noite, giravam em torno do orkut, MSN, celulares, novas tecnologias), tomou a área livre, uma sala e um corredor. O clima estava ameno e todo mundo se jogou. Foi uma reunião de amigos com música legal e flores por todos os cantos. Antes dos pocket shows, rolou Los Hermanos, Fernanda Porto e imagens de show do Franz Ferdinand.

Quem abriu a noite no palco improvisado foi Dênis. Quem passa pela Praça Tancredo Neves de dia pode ver Dênis tirando músicas no violão lá. A apresentação dele foi tipo roda de violão, com direito a alguns erros e músicas pra cantar em coro como as faixas de Djavan, Ana Carolina, Zeca Baleiro, Lulu Santos, Vanessa Rangel, Cidade Negra. Depois da meia noite, os irmãos Cecye e João assumiram o palco e confirmaram o esperado retorno. Fizeram o show mais bacana da noite, foram super aplaudidos e deram um up grade com ótimo repertório. Começaram com “Segue o Seco”, de Marisa e a voz grave de Cecye já chama atenção (quem conhece deve saber que ela conversa com uma voz doce, quase de menina).

Animaram com “Agora Só Falta Você”, de Rita Lee e “O Que Sobrou do Céu”, de O Rappa. O clã do teatro adorou cantar “Tigresa”, de Caetano, num ritmo mais reggae. “Reggae da Tribo”, de Antônio Brother, foi uma ótima sacada e nessa hora o povo já estava de pé, dançando. “O Vento”, dos Los Hermanos, mesmo em bossa, contemplou o antenado clã do jornalista Luís Salviato. “Mas Que Nada”, de Jorge Ben, foi ao estilo Black Eyed Peas. Ainda rolou afoxé, com batidas no violão e palminhas, em “Meninos do Pelô”, de Gerônimo, e “Reconvexo”, de Caetano. Felizes, encerraram com o samba-hino “É Hoje” e a platéia gritando “jogou

Com a química, Cecye e João fizeram o melhor show da noite e da carreira deles. Depois, Cláudia Rizo, extra-off, tocou músicas radiofônicas bem kitsch. Não rolou muito. E, terminando a noite, com os atores de “Horas de Mim Sem Som” comemorando, vestidos de branco, a linda Iara, bem meiga, acompanhada de Geslaney Brito, cantou músicas num tom mais lírico e letras naturalistas. “Mamãe Oxum”, de Chico César, resumiu a atmosfera.

 

Texto retirado do site vOceve.

 

:: Postado por Anne às 01h24
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Festa em prol do espetáculo Horas de mim sem som.
Dia 22 de setembro
Local: Av. Augusto Seixas, 180, bairro Recreio
(do lado da casa de lú, proximo à rinha)
Ingressos: 10,00

- shows de mpb
- caldos diversos e bebida inclusos no ingresso.

Venda de ingressos: procurem- me pela internet,
ou pelo telefone 3421-1212

:: Postado por Anne às 12h18
::

Certos tipos de proteção não existem.

 

:: Postado por Anne às 20h18
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Tempestade e receios de manhãs seguintes.

:: Postado por Anne às 18h37
::







Previsão de mau tempo nos próximos dias.

:: Postado por Anne às 17h35
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SOBRE O ESPETÁCULO:

HORAS DE MIM SEM SOM desenvolve-se sob três feições narrativas distintas, três histórias paralelas que se deslancham simultaneamente e se entrelaçam sem se encontrar, possibilitando ao público diferentes níveis de percepção e entendimento.

· Primeira feição narrativa: Um homem, ao retornar da entrega de um prêmio literária, confronta um doloroso passado recente, marcado pela presença do parceiro e sua incapacidade de convívio com a solidão que contornou- lhe a vida

· Segunda feição narrativa: Às vésperas do casamento, e influenciada por um livro que acaba de ser premiado, uma jovem resolve desfazer o compromisso com o noivo de muito tempo. Tudo se passa entre receios e lembranças, despertadas pela chegada do parque de diversões na cidade.

· Terceira feição narrativa: Ao chegar da entrega de prêmio literário que promoveu, uma produtora de eventos terá de lidar com a perda do bebê que ela e a parceira esperavam. A dor pelo filho, vivo antes de nascido e morto sem haver sonhado, recolhe para si as mulheres em dia de festa.


Todas as três histórias se revelam aos poucos, sob o olhar de iminente tempestade, que tornara o céu escuro e oblíquo. Talvez chove-se dentro mais que do lado de fora. Talvez seja mesmo épocas de mau tempo, sem possibilidades de sol. As personagens, em tons de fábula e poesia em que o espetáculo se sustenta, desvendam –se a si mesmos e ao outro, revelam indícios de como a vida urbana em dias como os de hoje podem ser pura espera, e pressentem que a vida seja apenas intervalos de sonho ou temor de se não dormir.
.


:: Postado por Anne às 01h31
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Elenco


Fabiana Carvalho

O namoro de Fabiana com o teatro começou cedo, nos primeiros anos de escola. Sempre se encantou com o mundo visto de cima dos palcos e achava tudo mágico, mas não teve como se dedicar à arte como desejava.
Quando veio para Vitória da Conquista há quatro anos, para cursar Jornalismo na Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia – Uesb -, encontrou a possibilidade de trilhar o caminho do teatro, e foi o que fez.
Casou-se finalmente com o teatro através do espetáculo “Sonata dos Loucos”, da Companhia Operakata de Teatro, dirigida por Gilsérgio Botelho em 2003 e 2004, onde trabalhou o espetáculo “174” em 2005 e com a qual atualmente ensaia a peça “Menino Glauber”.
A moça não se dedica apenas ao teatro, pois é jornalista e trabalha na TV Sudoeste, afiliada da Rede Bahia de Televisão, como produtora de jornalismo, já que não conseguiria fazer apenas uma coisa na vida... considera estresse e correria fundamentais.
“Horas de Mim Sem Som” de Fábio Cairo se apresenta como uma oportunidade de fazer uma coisa diferente de toda a experiência teatral que já viveu.

Luiz Arthur Salviato

Luiz Arthur não gosta de falar em primeira pessoa. Jornalista, 25 anos, formado em 2003 pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul.
Hoje trabalha como repórter na TV Sudoeste, afiliada da Rede Bahia de Televisão, onde acha que o jornalismo ainda tem muito a mudar para que esteja satisfeito com a profissão.
Foi em busca de um pouco de irrealidade para externar emoções, que Salviato aceitou o desafio de “Horas de mim sem som”, de Fábio Cairo como debut no teatro. Espera que a experiência dê conta de suprir buscas pessoais e vaidades inconfessas, além de roubar-lhe horas da realidade cotidiana lançando-o num mundo onde parece chover mais dentro de si, que lá fora.

Aloísio Bandarra

O teatro estreou na vida de Aloísio em 1998, com a peça “No caminho com Maiakovski”, de Constantin Maiakovski, dirigido por Rose Bispo. Em seguida, integrou o grupo de teatro da Uesb (Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia), dirigido por Marcelo Benigno na peça “O Auto da Conquista” em temporadas realizadas entre os anos de 1999 e 2001.
Já no grupo Caçuá de Teatro, dirigido por Marcelo Benigno atuou nas peças “Ide ó Logia – vá buscar o seu destino” em 2001 e 2002 e “O caçador de bruxas”, literatura de cordel com texto de Washington Aguiar e direção coletiva.
Hoje integra a Companhia Operakata de Teatro, dirigida por Gilsérgio Botelho e onde atuou nas peças “Sonata dos Loucos” em 2003 e 2004, “174” em 2005 e no momento se prepara para a estréia de “Menino Glauber”.
“Horas de mim sem som” de Fábio Cairo chega num momento em que Aloísio pretende estender um pouco mais seus galhos, já que tem suas raízes fincadas no fazer teatro.

Alexandrina Santana

23 anos, estudante do segundo período do curso de história, na Universidade do Sudoeste da Bahia (UESB).
É Bailarina, dança balé contemporâneo há dois anos, tendo recentemente expandindo seus estudos ao balé clássico.
Também musicista toca violão e canta desde muito cedo.
Horas de mim sem som marca sua estréia no teatro, uma experiência desde muito tempo ansiada e, presente, necessária.

Fábio Cairo

Essas tais horas sem som são dele, mas sua história no teatro começa em 1996 com a Companhia de Teatro Sacramentinas onde escreveu e atuou na “Comédia dos Erros”.
Em 1998 Fábio escreveu, dirigiu e atuou em “Nada se Perde”, uma produção do Festival Cultural Juvêncio Terra.
“Pró-fusão de uma Terra Brasilis”, da Companhia de Teatro Juvêncio Terra também leva sua assinatura como autor e suas impressões de ator.
Em 2003 atuou em uma outra peça que ele mesmo escreveu e dirigiu. “Esquadros” ficou apenas três dias em cartaz, mas marcou a história do teatro conquistense e a dele próprio.
Em 2005 fez uma adaptação – que ele mesmo dirigiu e ainda atuou – para “Sonhos de uma Noite de Verão”, de Willian Shakespeare e concebeu e dirigiu “Branca Penumbra de Festa, ambas para a Escola de Artes Cênicas da Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG.
Hoje sonha com “Horas de Mim Sem Som”, que rabiscou ele próprio e onde vai atuar e dirigir.

Erica Daniela

São três anos de dedicação ao teatro. Erica começou nas coxias, no projeto Arte na Comunidade, com Marcelo Benigno.
Em 2004, trabalhou como auxiliar técnica para o monólogo “Entre a Cruz e a Espada”, de Marcelo Benigno, no projeto “Teatro de Cabo a Rabo”, do Teatro Vila Velha em 2004 em Salvador.
Entrou finalmente nos palcos com o pé direito ainda em 2004, no grupo Caçuá de Teatro, com o mesmo Marcelo. Com o grupo, atuou na peça “História do Pavão Misterioso no Teatro”, que é um espetáculo de rua, calcado na literatura de cordel, de José Camelo. Este espetáculo recebeu o prêmio Circuladô Cultural, do Governo da Bahia.
Ainda com o grupo Caçuá, trabalhou no projeto “Professor vai ao Teatro”, uma realização do Sindicato Municipal do Magistério Público (Simmp), atuando na peça “Cordel do Pavão Misterioso” em 2005.
Hoje dedica-se a Cursos Livres de Artes Cênicas, no espaço Atuar, de Sônia Leite e Leonel Nunes e aulas de Arte-Educação em escolas municipais.
Vê em “Horas de Mim Sem Som”, de Fábio Cairo, uma nova maneira de pensar, fazer e viver teatro.

:: Postado por Anne às 02h29
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Mínima fábula de dor em chuva


Parte primeira de um projeto que predispõe-se a trabalhar cenicamente a ausência, trazedo-lhe a extenção da pele, bem como seus aspectos subcutâneos: a dor, a perda, a frustração, a sublimação, a saudade e a morte.

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